as formas nunca chegam a se estabilizar
vivemos cercados por forças que nos atravessam antes mesmo que possamos compreendê-las: expectativas, imagens, velocidade, trabalho, desejo, medo. o corpo registra tudo
pinto figuras em transformação porque não acredito em identidades fixas. Interessa-me o instante em que algo está deixando de ser uma coisa e ainda não se tornou outra
quando emoções contraditórias coexistem
quando a forma falha em conter aquilo que sentimos
talvez não exista uma versão final de nós mesmos
talvez existam apenas estados de passagem