pesquisa artística
Gabriela Galvão investiga o corpo como superfície onde tensões invisíveis se tornam visíveis.
Trabalhando principalmente com acrílica e óleo sobre papel e tela, sua prática explora a impermanência, a identidade em transformação e as contradições emocionais que caracterizam a experiência contemporânea.
Suas pinturas oscilam entre a figuração e a dissolução da forma. Rostos emergem, deformam-se e se reorganizam continuamente, resistindo a definições fixas. Mais do que representar indivíduos específicos, suas obras buscam materializar estados internos, momentos de transição e a instabilidade produzida pelas relações entre memória, trabalho, gênero, cidade e afeto.
Influenciada por sua vivência entre São Paulo, Paris e Tóquio, sua pesquisa dialoga com questões contemporâneas sobre identidade, com o conceito japonês de ma — o espaço entre as coisas que lhes confere significado — e com a coexistência de emoções contraditórias em uma mesma imagem.
Seu trabalho se organiza em torno de duas investigações principais: Impermanência, dedicada à transformação contínua da forma e da identidade, e Feminino, que aborda as violências sutis e estruturais presentes na experiência cotidiana das mulheres.
Por meio da pintura, busca tornar visível aquilo que permanece em processo, em suspensão e em constante transformação.